Sua empresa está pronta para o Mercado Livre de Energia?

Como saber se sua empresa está pronta para migrar ao Mercado Livre de Energia garantindo economia e melhorando a performance da produção.

Veja se sua empresa está pronta para o Mercado Livre de Energia

Para reduzir os custos fixos e, principalmente, diminuir os altos investimentos com energia elétrica, que na maioria das empresas representa uma linha ofensora nas planilhas do setor financeiro, o Mercado Livre de Energia aparece como uma opção viável para manter a competitividade e a produtividade do negócio em alta.

Entretanto a mudança para o Mercado Livre de Energia não é um procedimento simples. A migração exige muita dedicação e atenção dos departamentos envolvidos nos trâmites, mas os consumidores podem contratar agentes comercializadores de energia ou uma empresa de consultoria para realizar as etapas na transição do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) para o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Veja se a sua empresa está apta a ingressar no Mercado Livre de Energia e tenha a possibilidade de otimizar e economizar no custo da energia.

Como dissemos no artigo anterior, entender o Mercado Livre de Energia é fundamental para reduzir os custos com a energia, turbinar crescimento e ter um reconhecimento sustentável, existem dois tipos de consumidores no Ambiente de Contratação Livre, o Consumidor Livre e o Consumidor Especial, e você precisa saber se sua empresa está dentro de algumas dessas classes.

Este é o primeiro passo para capacitar a sua empresa na migração: entender se existe demanda energética mínima e se a empresa está conectada ao sistema elétrico conforme o quadro abaixo.

Consumidor Especial

  • A demanda contratada é igual ou maior que 500 e menor que 3.000 kW
  • Qualquer nível de tensão.
  • Só podem contratar “Energia Incentivada

Consumidor Livre

  • A demanda mínima contratada é 3.000 kW
  • Se a conexão ao sistema elétrico ocorreu antes de 7 de julho de 1995, a energia deve ser recebida em tensão superior a 69 KV.
  • Podem contratar energia proveniente de qualquer fonte de geração, “Energia Convencional” ou “Energia Incentivada”.

Redes de lojas com múltiplas unidades consumidoras também podem participar e reduzir os custos com energia.

Empresas com múltiplas unidades consumidoras de energia, com a condição de estarem sob o mesmo CNPJ, podem migrar para o Mercado Livre de Energia se alcançarem o nível mínimo de demanda de 500 kW exigido para se tornar Consumidor Especial.

Este ponto é muito importante quando a empresa em questão é uma rede de supermercados ou de farmácias, por exemplo. Redes de hotéis, pousadas, academias de ginásticas, hospitais, agências bancárias e diversas outras empresas com unidades consumidoras em diferentes localidades, mas que possuam o mesmo CNPJ ou que estejam localizadas em uma mesma área, sem que esta seja cortada por vias públicas, podem ser beneficiadas e migrarem para Mercado Livre.

Se uma há rede de lojas de eletrodomésticos, por exemplo, e cada unidade da rede possui demanda contratada de 50 kW, a empresa poderá se tornar um Consumidor Especial por carga agregada, atingindo a demanda requisitada mínima de 500 kW.

Conheça os pré-requisitos para migrar: seja um consumidor livre e garanta mais performance e rentabilidade para seu negócio.

Além das condições indicadas acima, existem alguns requisitos iniciais que devem ser preenchidos para que a empresa esteja habilitada e migrar para o Mercado Livre. Desta forma, poderão negociar diretamente com os agentes comercializadores os melhores preços, o prazo do contrato e indexação da energia através de contratos bilaterais.

Medidores de consumo especiais
O primeiro passo é adequar o medidor de energia do consumidor ao padrão especificado e homologado pela CCEE. O investimento é algo em torno de R$20 mil. Outra exigência da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica é a instalação de um sistema de comunicação eletrônica para a coleta dos dados de medição de forma remota.

Garantias financeiras
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica exige um investimento inicial para garantir a operação no Mercado Livre de Energia. O consumidor livre deve realizar um aporte obrigatório de garantias financeiras. Da mesma forma, o agente comercializador também pode exigir um aporte financeiro no início do contrato, como um seguro operacional.

Previsibilidade do consumo energético
O consumidor deve ter a capacidade de prever seu consumo de energia no Ambiente de Contratação Livre. Se no momento do fechamento do contrato houver falha na previsão sobre a demanda real de consumo energético, o consumidor poderá ficar exposto aos preços de curto prazo, já que a carga inicial poderá ter sido mal avaliada.

Ser um agente da CCEE
Os consumidores do Mercado Livre de Energia devem, obrigatoriamente, fazer parte da CCEE como um agente de energia. Boa parte dos trâmites do processo de adesão é providenciar documentação necessária e acompanhar prazos até o final da habilitação.

No caso de empresas com menor demanda energética, como o caso citado acima, de redes com múltiplas unidades, é preciso estabelecer um representante, denominado “Comercializador Varejista”: são estes comercializadores que poderão agrupar as múltiplas unidades consumidoras de energia, sob mesmo CNPJ, e garantir que alcancem o patamar mínimo de consumo de 500 kW.

É importante que a empresa de menor porte possa contar com o suporte de um Comercializador Varejista e seja por eles representada, pois a adesão à CCEE requer conhecimentos específicos e prazos rigorosos, tarefa complexa para quem já tem o hercúleo desafio de se manter competitivo no mercado atual.

Para garantir que todas as etapas sejam cumpridas na transição ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), apresentamos abaixo um resumo final dos passos que a sua empresa deverá seguir ao decidir pela mudança

 

  1. Avaliar os requisitos de tensão e demanda mínima exigida para Consumidor Especial (500kW) e para Consumidor Livre (3.000kW)
  2. Analisar os prazos para rescisão do contrato de compra de energia vigentes com a distribuidora.
  3. Realizar estudo de viabilidade econômica para indicar a previsibilidade dos gastos de acordo com a sua demanda energética.
  4. Enviar carta de denúncia do contrato vigente junto à distribuidora.
  5. Comprar energia no Mercado Livre de Energia, estabelecendo os contratos de compra de energia com os comercializadores, geradores ou outros consumidores.
  6. Adequar-se ao Sistema de Medição de Faturamento, especificado e homologado pela CCEE.
  7. Realizar adesão da empresa à CCEE e garantir a modelagem dos contratos de compra de energia do item 5.

 

Para saber mais acesse enelenergialivre.com.br  e solicite um contato.


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